O tradicional circo Le Chapeau voltou a sair em turnê com seu projeto “Circo Fronteira”, levando arte, alegria e espetáculo gratuito para cidades de Mato Grosso do Sul que fazem divisa com o Paraguai e a Bolívia.
A segunda edição da iniciativa celebra a identidade dos circos itinerantes brasileiros, homenageando a tradição circense desde os anos 80 por meio do espetáculo “Tradicional Pocket Show”, que mistura palhaços, truques clássicos e até a venda de pipoca feita pelo próprio artista. O resultado é uma apresentação leve, divertida e marcada por improvisos, exatamente como era nos circos antigos, com figurinos trocados rápido e números imprevisíveis.
Com apoio da Lei Paulo Gustavo e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, o Circo Fronteira já passou por cidades como Ponta Porã, Aral Moreira e Amambai. A grande final da temporada está marcada para 15 de novembro de 2025, em Corumbá, às 18h, na frente do Massa Barro, no bairro Cervejaria.
Mais do que um simples espetáculo, o projeto tem um forte apelo social e cultural: por se tratar de cidades de fronteira seca, os shows atraem não só brasileiros, mas também moradores dos países vizinhos, fortalecendo o intercâmbio cultural.
No espetáculo, tudo acontece de forma orgânica e integrada: o mesmo artista que vende pipoca antes da apresentação pode se transformar no protagonista do picadeiro; o palhaço disputa microfone com o dono do circo; e as trapalhadas acontecem com tanto charme que o público não sabe exatamente o que vai vir a seguir.
O “Circo Fronteira” não é novidade: a primeira edição aconteceu em 2019, com apoio da Funarte e passou por outras cidades fronteiriças, como Paranhos, Bela Vista, Coronel Sapucaia e Porto Murtinho. Após uma pausa por causa da pandemia, o projeto retorna com força total, reforçando o compromisso de democratizar o acesso à cultura.
