MS apresenta matriz energética 94% renovável em fórum empresarial na Itália

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MS apresenta matriz energética 94% renovável em fórum empresarial na Itália

MS apresenta matriz energética 94% renovável em fórum empresarial na Itália

  • Publicado em 25 nov 2025

    por Marcelo Armôa, Assessoria de Comunicação da Semadesc •

  • Mato Grosso do Sul levou ao LIDE Brasil Itália Fórum, realizado nesta terça-feira (25), em Veneza, um dos dados mais relevantes da transição energética brasileira: o Estado opera hoje com 94% de matriz renovável, índice superior ao do próprio país, que está em 85%. O anúncio foi feito pelo secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), durante painel que reuniu empresários e autoridades para discutir cooperação bilateral, investimentos e o papel do agronegócio brasileiro na segurança alimentar global. Confira a apresentação no link abaixo.

    A participação integra missão empresarial organizada pela Fiems. Ainda na segunda-feira (24), em Roma, o titular da Semadesc acompanhou o vice-presidente da Federação das Indústrias, Crosara Júnior, em reunião com o presidente da Confindustria, Marco Nocivelli, reforçando a importância do acordo Mercosul–União Europeia e abrindo novas perspectivas de internacionalização para a indústria sul-mato-grossense.

    Transição energética e biometano em MS

    Ao apresentar o panorama energético do Estado, Jaime Verruck destacou que Mato Grosso do Sul consolidou liderança nacional em energia proveniente de biomassa. “As usinas sucroenergéticas e indústrias de celulose respondem por grande parte da energia produzida localmente e aproximadamente metade do total gerado é injetado no Sistema Interligado Nacional”, informou. O secretário observou que o Brasil já possui capacidade de geração superior à demanda, mas enfrenta gargalos de transmissão e distribuição. “Alguns empreendimentos deixam de se conectar por falta dessa infraestrutura, não por ausência de energia e o governo federal deve realizar novos leilões para ampliar a rede”, acrescentou.

    O titular da Semadesc também apresentou o caso do Pantanal como exemplo de transição energética justa. Para levar energia às comunidades da planície, o Estado substituiu a instalação de linhas convencionais por sistemas solares individuais com bateria. “Hoje, três mil pontos no Pantanal Sul-Mato-Grossense operam com energia solar instalada em cada residência, reduzindo impactos ambientais e garantindo acesso contínuo, modelo que pode ser replicado em regiões remotas da Amazônia e do Pará”, ressaltou.

    Na avaliação do secretário, o próximo desafio da transição energética brasileira está na descarbonização do diesel. Como o Estado não possui volume de resíduos urbanos suficiente para produção de biometano em aterros, a rota adotada está ancorada na bioenergia. “Mato Grosso do Sul já soma mais de R$ 3 bilhões em projetos de biometano destinados à substituição do diesel no transporte, incluindo o desenvolvimento do Corredor Azul, que conecta a produção local à logística de cargas. Caminhões Iveco e Scania, fabricados para operar a biometano, já estão em testes em rotas de proteína animal rumo a São Paulo”, pontou.

    Os avanços recentes da agenda climática internacional também foram destacados pelo secretário. Na COP 30, Mato Grosso do Sul aderiu ao sistema europeu de Selo Verde, em parceria com a AL-Invest, assegurando que produtos sul-mato-grossenses tenham rastreabilidade ambiental exigida pelos mercados europeus com o EUDR. Para ele, cabe ao poder público oferecer garantias ambientais e regulatórias a importadores e exportadores, consolidando a confiança necessária para novos fluxos de comércio.

    Jaime Verruck reforçou ainda o compromisso do Estado com a neutralidade de carbono. Há uma década, Mato Grosso do Sul definiu 2030 como meta para se tornar território carbono neutro e estruturou políticas como pagamento por serviços ambientais para recomprar direitos de desmatamento, inventário obrigatório de emissões em todas as indústrias e ampliação das rotas de carne carbono neutro e carne de baixo carbono, validadas cientificamente pela Embrapa. “A COP 30 demonstrou que o Brasil possui base científica sólida para comprovar a sustentabilidade de sua produção agropecuária e energética, e Mato Grosso do Sul reafirma que, em 2030, o território estadual será carbono neutro”, finalizou.

    Marcelo Armôa, Semadesc

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    Fonte: Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação – SEMADESC

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