Num momento em que o debate político se encontra polarizado, a senadora Soraya Thronicke (Podemos/MS) vem demonstrando que certos valores transcendem ideologias. Apesar de ter sido eleita com plataforma conservadora, ela reforça que a dignidade humana, a proteção legal e o respeito aos direitos básicos devem alcançar todas as pessoas, sem exceção ou discriminação.
A pauta em questão envolve apoio financeiro à comunidade LGBTQIAPN+ no Senado. Segundo informações, há uma emenda de aproximadamente R$ 250 mil envolvido. Para Soraya, trata-se de uma oportunidade de exercer um princípio constitucional fundamental: o da isonomia, garantido pela Constituição Federal. Em suas declarações públicas recentes, a senadora tem colocado que não se trata de apoiar ideologias, mas sim de assegurar que todos os cidadãos sejam assistidos igualmente pelos órgãos públicos.
Para ela, “quando o Estado investe em políticas de saúde, cultura, direitos civis, ele não deve olhar para etiquetas ou para preferências pessoais – ele deve olhar para a pessoa humana.” Esse posicionamento tem sido bem-visto por parte do eleitorado que deseja ver coerência entre discurso e ação, independentemente das convicções pessoais ou partidárias.
Igualdade como princípio conservador
Essa postura da senadora Soraya encontra respaldo numa tradição conservadora que valoriza sobretudo a ordem, o respeito às instituições e a dignidade da pessoa. Apoiar que haja recursos públicos para garantir assistência, proteção ou dignidade a grupos historicamente marginalizados reflete o princípio de que o Estado existe não para privilegiar, mas para proteger todos, especialmente os mais vulneráveis.
Especialistas em direito constitucional apontam que medidas dessa natureza fortalecem o tecido democrático do país. O professor de direito público da Universidade de Brasília, Dr. Paulo Moreira, afirma:
“Uma democracia sólida não é aquela em que se limita assistência apenas àqueles que concordam com determinado discurso. É aquela que assegura proteção à diversidade de sua população, porque este é o sentido maior da justiça constitucional.”
O investimento, se efetivado, pode se traduzir em ações que impactam diretamente a vida de pessoas que enfrentam discriminação ou seja no acesso à saúde, seja no suporte psicossocial, cultural ou jurídico. Programas de prevenção, assistência, acolhimento em situações de vulnerabilidade, campanhas de sensibilização, tudo isso contribui para uma sociedade mais coesa, com menos tensões e mais respeito interpessoal.
Além disso, ao assumir publicamente essa posição, Soraya fortalece sua imagem de política capaz de dialogar além das divisões, de ouvir diferentes vozes e de governar para todos. Um gesto que pode fomentar a confiança de parcelas da população que se sentem excluídas.
Não se trata de decisão isenta de polêmica, a senadora provavelmente enfrentará críticas de parcela de sua base conservadora, que questiona o uso de recursos públicos para “causas identitárias” ou associa certos grupos a pautas que ultrapassam o âmbito do que consideram relevante. Ainda assim, o momento exige liderança, especialmente de quem chegou ao Senado com voto conservador e grande visibilidade para mostrar que a coerência política pode estar alinhada com os valores constitucionais.
Para muitos observadores, haveria também uma oportunidade de vantagem política: ao apoiar essa iniciativa, Soraya não apenas cumpre compromisso com princípio de igualdade, mas amplia sua base de legitimidade, unindo pessoas por um valor universal. Justiça e assistência para todos, sem que haja privilegiados ou excluídos.
